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Maio Laranja e os espaços que sustentam a proteção da infância e adolescência

  • terça-feira, 19 de maio de 2026

*Por Melina Cattoni e Aline Khouri

Família rcelebra casa construída ao lado de voluntários da TETO

A proteção da infância também se constrói nos espaços onde crianças vivem todos os dias. Na casa onde dormem, no caminho até a escola, nas relações criadas dentro da comunidade e na maior ou menor estabilidade da rotina familiar.

O Maio Laranja, campanha nacional de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, também abre espaço para refletir sobre essas condições que ajudam ou dificultam a construção de ambientes protetores para a infância. 

Refletir sobre proteção também exige olhar para aquilo que sustenta esses ambientes de convivência. Nesse debate, a moradia aparece como parte das condições que ajudam a sustentar o cuidado, a continuidade e a estabilidade ao longo da infância.

Segundo a Fundação Abrinq, a pobreza infantil no Brasil ultrapassa a dimensão da renda e envolve também privações relacionadas à moradia, saneamento, saúde e acesso a direitos básicos. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) aponta que o desenvolvimento infantil está relacionado às condições do ambiente em que crianças vivem, incluindo segurança, acesso a serviços e convivência comunitária.

A experiência da TETO Brasil em comunidades invisibilizadas ajuda a dimensionar essa realidade. Dados levantados pela organização mostram que parte das famílias acompanhadas ainda vive em moradias com pouca ventilação, estruturas improvisadas e ausência de espaço adequado entre as casas. Em muitos casos, infiltrações, excesso de pessoas em um mesmo cômodo e falta de privacidade fazem parte da rotina diária. 

A casa ocupa um lugar central nessa experiência. É onde as crianças descansam, estudam, convivem e passam grande parte do tempo. Em muitos territórios, uma chuva intensa pode alterar completamente o cotidiano. 

Voluntária da TETO durante interação carinhosa com menina

Móveis precisam ser erguidos para evitar perdas, espaços deixam de ser utilizados e o sono passa a ser acompanhado pela preocupação constante com a água entrando pela porta ou pelo telhado.

Os efeitos dessa instabilidade aparecem de formas diferentes ao longo da infância. Pesquisas sobre desenvolvimento infantil indicam que a insegurança habitacional e a ausência de privacidade podem interferir no bem-estar emocional, na rotina escolar e nas relações familiares.

Isso não significa estabelecer uma relação direta entre moradia precária e violência contra crianças e adolescentes. Situações de violência possuem causas múltiplas e exigem respostas amplas do poder público e da sociedade. Mas é preciso reconhecer que as condições materiais da vida influenciam os contextos em que relações de cuidado são construídas.

Como a moradia afeta o cotidiano de crianças e adolescentes

Duas meninas brincam uma com a outra enquanto estão sentadas sobre os ombros de voluntários da TETO

O conceito de proteção integral previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente  estabelece que a garantia de direitos depende de uma atuação conjunta entre família, sociedade e Estado. Na prática, isso envolve escola, saúde, assistência social, acesso à renda, convivência comunitária e condições mínimas de habitação.

É nesse ponto que o trabalho desenvolvido pela TETO Brasil busca contribuir. As moradias emergenciais construídas pela organização procuram responder a situações severas de precariedade habitacional, oferecendo uma estrutura mais segura para famílias expostas a riscos constantes.

São casas construídas em conjunto com famílias moradoras e pessoas voluntárias. Funcionam como uma resposta inicial para famílias que convivem há anos com estruturas frágeis, infiltrações e insegurança diante das chuvas.

A mudança mais visível está na estrutura da casa, mas os impactos também aparecem em detalhes do cotidiano. A possibilidade de enfrentar períodos de chuva com mais segurança, proteger móveis e materiais escolares ou reorganizar os espaços internos da casa altera a rotina familiar de maneira concreta.

Em muitos casos, mudanças estruturais pontuais ajudam a reduzir parte do desgaste provocado pela insegurança habitacional. Dormir sem goteiras e não perder móveis, roupas ou lembranças da família durante períodos de chuva modifica profundamente a experiência cotidiana dentro da casa 

Impacto da crise climática sobre populações em situação de vulnerabilidade

A precariedade habitacional ainda faz parte da vida de milhões de famílias brasileiras. Dados da Fundação João Pinheiro mostram que mais de 26 milhões de domicílios brasileiros ainda apresentam algum grau de inadequação habitacional, incluindo ausência de saneamento básico, adensamento excessivo e estruturas precárias.

Esses impactos aparecem diretamente na rotina das famílias. Em moradias marcadas por infiltrações, umidade e pouco espaço interno, crianças convivem com dificuldades para dormir, estudar e manter uma rotina estável durante períodos de chuva intensa.

Nos últimos anos, essa realidade passou a ser agravada pelos efeitos da crise climática sobre as periferias urbanas. O UNICEF revela que cerca de 40 milhões de crianças e adolescentes brasileiros já estão expostos a riscos climáticos e ambientais, incluindo enchentes, deslizamentos e eventos extremos.

As redes que sustentam a proteção da infância 

Voluntária da TETO sentada na grama no meio de duas crianças

A proteção da infância raramente depende de um único elemento. Ela pode se formar a partir da combinação entre vínculos familiares, acesso a políticas públicas, relações de confiança e condições mínimas de estabilidade ao longo da vida cotidiana.

Em territórios invisibilizados, redes de apoio nem sempre estão disponíveis ou estruturadas. Muitas vezes, as famílias convivem com a ausência de serviços públicos, espaços comunitários e vínculos institucionais capazes de sustentar o cuidado no dia a dia.

É justamente por isso que a presença contínua importa. Na TETO Brasil, as soluções habitacionais fazem parte de uma atuação construída junto às comunidades, voltada a fortalecer respostas coletivas e ampliar condições de permanência nos territórios.

Em um país marcado por profundas desigualdades urbanas, proteger a infância também significa olhar para os espaços onde ela acontece todos os dias. Antes de qualquer política pública alcançar uma criança, existe a casa onde ela dorme, estuda, enfrenta as chuvas e constrói suas primeiras relações com o mundo. 

Toda infância precisa de espaços capazes de sustentar cuidado, segurança e permanência. Apoie a atuação da TETO Brasil na construção de moradias e no fortalecimento de comunidades.

*Redatora e editora do blog da TETO Brasil

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