Ir para o conteúdo
  • Selecione o país
    • América Latina
    • Argentina
    • Bolívia
    • Brasil
    • Chile
    • Colombia
    • Costa Rica
    • Equador
    • El Salvador
    • Guatemala
    • Haití
    • Honduras
    • México
    • Panamá
    • Paraguai
    • Perú
    • República Dominicana
    • Uruguai
    • Venezuela
    • Estados Unidos
    • Europa
  • Selecione o país
    • América Latina
    • Argentina
    • Bolívia
    • Brasil
    • Chile
    • Colombia
    • Costa Rica
    • Equador
    • El Salvador
    • Guatemala
    • Haití
    • Honduras
    • México
    • Panamá
    • Paraguai
    • Perú
    • República Dominicana
    • Uruguai
    • Venezuela
    • Estados Unidos
    • Europa
  • br
  • Início
  • Sobre a TETO
    • Quem somos
    • Por que existimos
    • Transparência
      • Relatórios
    • Onde estamos
  • O que fazemos
    • Nossos projetos
    • Modelo de trabalho
    • Mapa de Direitos
  • Faça parte
    • Doação
    • Voluntariado
    • Parcerias com empresas
  • TETO pelo RS
  • Blog
  • Início
  • Sobre a TETO
    • Quem somos
    • Por que existimos
    • Transparência
      • Relatórios
    • Onde estamos
  • O que fazemos
    • Nossos projetos
    • Modelo de trabalho
    • Mapa de Direitos
  • Faça parte
    • Doação
    • Voluntariado
    • Parcerias com empresas
  • TETO pelo RS
  • Blog
Doe Agora

Não existe justiça climática sem moradia no centro

  • segunda-feira, 06 de julho de 2026

*Por Camila Jordan, Diretora de Relações Institucionais e Incidência da TETO Brasil

Este artigo foi originalmente publicado no Observatório do Terceiro Setor.

O I Fórum Brasileiro de Moradia e Clima não foi um evento. Foi o começo de um posicionamento importante — sobre quem o Brasil escolhe proteger quando o clima piora, o que já era um problema estrutural.

Quando o clima impacta as nossas cidades no Brasil, ele não atinge todo mundo da mesma forma — e a diferença, quase sempre, está na moradia e na localização. Está na casa auto construída na encosta, na impossibilidade de pagar um aluguel, na moradia sem qualquer segurança de permanência, na família que constroi e reforma a própria casa sem qualquer apoio técnico, na pessoa que sequer tem onde morar. São situações distintas, tratadas pelas políticas públicas como problemas distintos. A crise climática revela que é a mesma pergunta: quem tem um lugar seguro para viver quando chegam a enchente, o deslizamento e a onda de calor. Foi em torno dessa pergunta que nos reunimos no Memorial Darcy Ribeiro, em Brasília, no último dia 11 de junho.

A resposta climática brasileira ainda se organiza quase inteiramente em torno de mitigação de emissões de gases de efeito estufa e quase nada em adaptação. Ambas são agendas necessárias, mas seguimos deixando de fora um fator estrutural: a habitação e a desigualdade urbana. O déficit habitacional, a informalidade, a insegurança da locação e a ausência de moradia amplificam o impacto de enchentes, deslizamentos e ondas de calor e sempre na mesma direção, a de quem o Estado nunca contou. A desigualdade tem endereço: segundo o MapBiomas, 18% da área das favelas brasileiras está em regiões de risco de desastres, seis vezes a média nacional urbana. Mas o problema não se limita aos territórios informais. Ele atravessa toda a estrutura habitacional do país e foi assim, em toda a sua extensão, que o Fórum decidiu tratá-lo.


Foi dessa convicção que nasceu o Fórum, idealizado e produzido pela TETO e pelo Fundo FICA: não é possível enfrentar a crise climática no Brasil sem colocar a moradia no centro do debate e das decisões públicas.

Uma intervenção, nao uma comemoração

O Fórum aconteceu às vésperas das eleições de 2026, e isso não foi por acaso. Foi cálculo. Estamos diante de uma janela de oportunidade estreita: o momento em que plataformas políticas e compromissos de investimento ainda estão sendo definidos. Depois que se consolidam, perpetuam inclusive os riscos que já existem. Ocupar essa janela é posicionar a moradia como eixo incontornável da justiça climática antes que as decisões se fechem sem ela.

Por isso, reunimos quem decide e quem vive a decisão na mesma sala. Estiveram presentes representantes do Ministério das Cidades, do Ministério da Justiça, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do Ministério dos Direitos Humanos, da Caixa Econômica Federal e do IPEA, ao lado de ONU-Habitat, PNUMA, WRI Brasil e GIZ. Universidades e centros de pesquisa — UnB, USP, UFPR, IPT, FGV Cidades, o CEFAVELA da UFABC — sentaram com movimentos sociais e lideranças de base. Foram 29 palestrantes, 4 mesas temáticas, mais de 560 inscrições presencial e online, muitas visualizações na transmissão e 24 menções na imprensa. Os números importam porque traduzem uma capacidade concreta: a de articular uma coalizão ampla e multissetorial em torno de uma agenda que, até aqui, não tinha mesa própria.

A autoridade vem do território

Mas a coalizão não se mede pelos logotipos. Mediu-se por quem teve a palavra.
Onze lideranças comunitárias de diferentes regiões do Brasil estiveram no Fórum, vindas da Favela City e do Jardim Lapena, em São Paulo; da Vila Beira Mar, no Rio; da Ocupação Floresta, em Pernambuco; do Quilombo dos Machado, no Rio Grande do Sul; da Reserva Indígena Tupinambá de Taparica, na Bahia; das comunidades do Distrito Federal. Pessoas que vivem diariamente o impacto da crise climática sobre a moradia e que, em qualquer outra sala, seriam tratadas como pauta. Aqui, foram interlocutoras.

Foi de uma delas, Edite Vieira, liderança da comunidade City, em São Paulo, a frase que sintetiza o que defendemos: a moradia não oferece apenas proteção física, mas também devolve dignidade às famílias. Não é metáfora. É a descrição exata do que está em jogo quando se decide aonde o investimento climático vai — e aonde não vai — chegar. Na foto, Rogério Jamaica Machado, liderança comunitária do Quilombo dos Machado (RS), fazendo uma fala ao microfone.

As quatro mesas trataram disso sem rodeios: habitação emergencial em áreas informais e de risco; locação social como resiliência climática; moradia como primeiro passo para a construção de autonomia; e melhorias habitacionais como adaptação climática feita dentro de casa. Quatro recortes de uma mesma tese: a de que a política habitacional já é política climática, mesmo quando ninguém a nomeia assim.

O professor Nabil Bonduki, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade São Paulo (USP) também fez uma fala na segunda mesa do evento, intitulada Locação Social – Resiliência climática através do serviço de moradia social.

O Fórum não termina aqui

Encerrar o evento é a parte fácil. O trabalho começa agora.
O Fórum resultará em um Policy Brief sobre Moradia e Clima, que sintetizará as evidências, as experiências territoriais e as recomendações intersetoriais produzidas ao longo do dia. Esse documento será entregue formalmente aos tomadores de decisão, com um objetivo declarado: influenciar compromissos programáticos e catalisar compromissos públicos sobre moradia e clima, fortalecendo a incidência da sociedade civil nos espaços nacionais e internacionais onde essas escolhas são tomadas. E o Fórum se consolida como espaço recorrente. O II Fórum já está no horizonte, para aprofundar a articulação e, sobretudo, monitorar se os compromissos assumidos viram política.

Porque a pergunta que fica não é se o Brasil vai enfrentar a crise climática. É quem ele vai proteger ao fazê-lo. E essa resposta se escreve, antes de tudo, na moradia das famílias que a crise sempre encontra primeiro.

Site do evento
Gravação do evento

Notícias relacionadas

Unidos pela Venezuela: os avanços da resposta da TETO (TECHO)
Artigo

Unidos pela Venezuela: os avanços da resposta da TETO (TECHO)

terça-feira, 14 de julho de 2026
Não existe justiça climática sem moradia no centro
Artigo

Não existe justiça climática sem moradia no centro

segunda-feira, 06 de julho de 2026
Ele foi construir casas e redescobriu o próprio território 
Artigo

Ele foi construir casas e redescobriu o próprio território 

terça-feira, 30 de junho de 2026
  • Sobre a TETO
  • Porque existimos
  • O que fazemos
  • Modelo de trabalho
  • Transparência
  • Onde estamos
  • Mapa de Direitos
  • Voluntarie-se
  • Como doar
  • Parceria com empresas
  • Blog
  • Relatórios
  • Sala de imprensa
  • Portal do Doador
  • Ouvidoria
Facebook Twitter Instagram Linkedin Youtube Tiktok

Políticas de Privacidade

Termos de Uso

HOSTING POR DUPLIKA

Desenvolvido por Girolabs

© 2024 teto brasilSwift Casino